Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 14/09/2021

Cristina Yang, da série americana Anatomia da Grey, é uma médica dedicada, que dá tudo de si para ser a melhor. Esse esforço excessivo faz com que ela durma, sem querer, de tanto cansaço, em um momento que deveria aproveitar sua vida social. Essa cena não se distancia muito da realidade quando vemos que 33 milhões de brasileiros sofrem com a Síndrome de Burnout (OMS). A ignorância popular em relação à saúde mental e a priorização do dinheiro são fatores que têm contribuído para o avanço desse cenário.

Segundo a escritora brasileira Djamila Ribeiro, para se combater um problema, é necessário tirá-lo do silenciamento. Hodiernamente, vivemos numa sociedade em que saúde mental ainda é um tema emergente, e segue como um tabu principalmente para pessoas mais velhas. O Burnout se origina no psicológico, apesar de também se manifestar como cansaço físico, e muitas vezes é negligenciado. Muitas pessoas considerariam frescura se, por exemplo, um profissional que trabalha em um escritório dissesse que está com dor após o trabalho, mas o esgotamento mental pode sim refletir no corpo. Males que afetam a mente, apesar de não serem visíveis, são tão prejudiciais quanto aqueles que afetam diretamente o corpo, pois também comprometem o corpo, interferindo em todos os meios da vida de uma pessoa.

Paralelamente, nosso mundo pós Terceira Revolução Industrial tem exigido de todos cada vez mais produtividade e esforço. A competitividade no meio corporativo vem aumentando, ao passo de que também competimos com máquinas para fazerem nossas funções. Junto com a ambição de ascender profissionalmente, vêm os interesses econômicos, que não raramente se mostram mais importantes para muitos do que sua própria saúde mental. Contudo, priorizar interesses financeiros acima da saúde pode ser um caminho sem volta para uma vida fadada ao cinismo, estresse, esgotamento e possivelmente até uma depressão, que são alguns dos sintomas do Burnout.

Portanto, para combater essa Síndrome de Esgotamento Profissional que afeta milhões de pessoas no país, o Governo Federal pode implantar políticas públicas de incentivo aos trabalhadores, para que estes procurem suporte psicológico. Isso pode ser feito por campanhas na mídia, acompanhadas da disponibilização de profissionais do SUS, para oferecerem um atendimento acessível à todos. Além disso, as empresas também devem evitar sobrecarregar seus funcionários para além do que é proposto, não cobrando assuntos profissionais em e-mails, mensagens e ligações fora do expediente.