Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 17/09/2021

Na série de comédia mexicana Chaves, onde temos o personagem Seu Barriga, que sempre esta constantemente se envolvendo nos problemas dos moradores da vila, ate mesmo quando ele esta fora do seu horário de trabalho. Todavia, quando o seriado foi produzido, os meios de comunicação não tinham a capacidade de nos manter informados como os da atualidade, facilitando com que o tempo que deveria ser dedicado para lazer esta sendo ocupado por atividades do ofício.

Entanto, é importate notar a rotina trabalhista versátil proporcionada pelos aparatos tecnológicos. Isso posto, pode-se relacionar à conjuntura, o advento da internet como propulsor de uma rotina flexível, enquanto os meios digitais permitem aos trabalhadores empreender e trabalhar em locais e horários diversos, contexto o qual gera uma produtividade excessiva. Com efeito, urge uma análise crítica social acerca da maior disponibilidade de tempo, destinado à realização de tarefas rentáveis, em detrimento da saúde coletiva.

Logo, a trivialidade do cansaço agrava o bem estar. Para os especialistas, a Síndrome de Burnout, que consiste na exaustão extrema, está presente em nosso país, o que afeta os indivíduos. Dessa maneira, em uma sociedade que é necessário ser produtivo a todo momento, o esgotamento físico e mental tem a tendência de ser banalizado, visto que a pessoa que demonstra cansaço excessivo é demitida. Infelizmente, quando o cidadão não consegue atender os padrões das empresas é visto como preguiçoso, podendo até sofrer penalidades em seu local de trabalho.

Portanto, o Ministério da saúde deve agir conscientizando a população sobre os prejuízos da romantização da produtividade excessiva, por meio de campanhas nas grandes mídias e fornecendo atendimento psicológico em hospitais. Além disso, deve existir uma fiscalização maior das grandes empresas, visando o comprimento dos direitos dos tabalhadores fora do local de trabalho. Então vemos que devemos usar o trabalho como uma ferramenta para viver melhor, e não viver para trabalhar.