Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 17/09/2021

Promulgado pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos indivíduos o direito a saúde e ao bem-estar social. Entretanto, o excessivo trabalho por uma parte da sociedade gera doenças físicas e mentais, impossibilitando que essa parcela da população desfrute desse direito na prática. Nesse sentido, faz-se necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa problemática.

Convém ressaltar, a princípio, que no livro “ensaio sobre a cegueira”, de José Saramago, a partir de um enredo onde uma epidemia deixa as pessoas cegas, o autor busca passar a ideia do quanto as pessoas vão se tornando cegas frente à assuntos tão sérios. A mensagem deixada por Saramago se aplica perfeitamente no que tange o desleixo de muitos empregadores para com seus empregados, uma vez que a síndrome de burnout afeta diretamente no desempenho profissional do indivíduo, ao torná-lo exaurido e consequentemente não conseguir praticar suas habilidades profissionais com êxito. Com isso, percebe-se que o objetivo de muitas empresas que se baseiam no lucro exacerbado, torna a obra de Chaplin realista, expondo os precursores de seu sucesso, o trabalhador, à síndrome, que foi definitivamente reconhecida pela organização mundial da saúde (OMS) como alerta à saúde.

Faz-se mister, ainda, salientar as péssimas condições de trabalho como impulsionadores do esgotamento corporal e intelectual. Sobre esse viés, de acordo com a Secretaria de Previdência no ano de 2018 quase dobraram os pedidos de auxílio doença por este motivo em relação a 2017. Diante disso, não só o estado brasileiro está se endividando com gastos previdenciários que prejudica o seu desenvolvimento, mas também a população sofre com situações de serviço insatisfatórias.

Dessa forma, torna evidente que a exaustão carnal e emocional ocasionada pelo trabalho possui fatores definidos que contribuem para a manutenção de tal cenário. Na tentativa de minimizar a negligencia dos contratantes às leis empregatícias, a superintendência regional do trabalho deve assumir a tarefa de fiscalizar a atuação empregatícia, por meio de entrevistas legais e secretas aos trabalhadores, a fim de detectar abusos e extinguir possibilidades do desenvolvimento da patologia citada. Além disso, o ministério da educação (MEC) deve tornar obrigatória a discussão acerca das leis que protegem o trabalhador, no meio escolar, através de palestras que devam ser ministradas pelos próprios alunos, após serem instruídos por profissionais do ministério do trabalho, cuja plateia seja constituída por convidados dos estudantes, na intenção de educar e reeducar a população, maximizando a quantidade de pessoas que exijam melhores trabalhistas.