Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 15/09/2021
A Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico e foi descrita inicialmente pelo psicanalista alemão Herbert Freudenberger, em meados de 1970. Também conhecida como síndrome do esgotamento profissional, esta acomete cerca de 33 milhões de trabalhadores no Brasil. Logo, apesar de não ser considerado uma doença o Burnout é, hoje, um problema que deve ser encarado como sendo de saúde pública. A palavra Burnout alude a algo que foi consumido por completo pelo fogo, como um palito de fósforo. O que se relaciona ao estado em que se encontram os profissionais que o apresentam. Dessa forma, a manifestação de sintomas como estresse crônico, irritabilidade, desânimo e sensação de frustração são constantes que se relacionam, em geral, a um grande envolvimento com o trabalho e intensa cobrança profissional. Por conta disso, mesmo não sendo considerada uma doença, a síndrome mostra-se fator de risco no desencadeamento de outros transtornos, tais como depressão e ansiedade generalizada. Estes podem impossibilitar a pessoa de exercer sua profissão, além de afetar a qualidade de vida e capacidade de auto realização do indivíduo. O que se mostra um impasse. Destarte, é imperativo que haja uma maior valorização da saúde emocional e mental dos trabalhadores. As empresas nesse sentido têm a responsabilidade de dispor incentivos, não só financeiros, mas de reconhecimento relativo aos serviços prestados. Além disso, fornecer acompanhamento psicológico em alguns casos é indispensável. O Ministério da Saúde e o Ministério do Trabalho devem promover ações voltadas à saúde e qualidade de vida no trabalho, dispondo de canais de apoio no enfrentamento de problemas dessa ordem. Assim, com uma população economicamente ativa saudável, os rendimentos e retornos à sociedade serão sobremodo satisfatórios.