Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 17/09/2021
No filme Tempos Modernos, a trama mostra a rotina exaustiva de um operário em uma linha de montagem. Por ter uma carga horária intesa, seu psicológio é afetado - o operário chega a confundir botões de roupa com parafusos. Apesar de ser uma ficção, a obra traz uma algoz perspectiva sobre o impacto do excesso de trabalho na saúde mental. Sob tal ótica, essa conduta contínua afeta o rendimento do trabalhador e acarreta em doenças, como a Sídrome de Burnout.
Em primeira instancia, o trabalho desmoderado pode causar problemas pscíquicos como a sindrome de burnout. Nessa perspectiva, o pscicólogo alemão Hebert J Freudenberger classifica essa patología como o esgotamento físico e mental ligado a vida profissional. Com base nisso, essa sindrome impede que o trabalhador desempenhe seu maximo potencial em seu emprego e na sociedade.
É necessário investigar o porquê do excesso de trabalho nas empresas. Um dos fatores que explica isso é uma conduta abusiva das empresas, com o estabelecimento de metas inatingíveis e pressões para que os funcionários conforme alcance. Cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem da síndrome, de acordo com a International Stress Management Association (ISMA).
Fica evidente que o excesso de trabalho afetado diretamente na saúde mental e na produtividade do profissional. Portanto, um fim de reverter esse cenário, cabe ao Ministério da Economia, ligado a secretaria do trabalho, em ajuda com o departamento de Recursos Humanos, fiscalizar as empresas, através de denúncias anônimas feitas na intranet da organização e visitas mensais de fiscais enviados pelo ministério, com a finalidade de evitar cargas horárias abusivas e abusos verbais por parte dos gestores. Ademais, cabe como empresas implementar um projeto de ação a saúde, onde semanalmente haverá na planta psicólogos, massagistas, instrutores físicos e palestras sobre os riscos do sobretrabalho.