Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 15/09/2021
No filme “tempos modernos” de Charlie Charplin, é retratado a rotina de trabalho dentro de uma fábrica. A narrativa faz uma crítica ao modo com que os trabalhadores eram sujeitos a jornadas cansativas, onde não há nenhuma forma de segurança ou cuidado com a saúde. O protagonista tem que ir até para o hospital por conta da sobrecarga. Fora da Ficção, essa situação é comum nos dias atuais, no qual os trabalhadores estão se esgotando devido à sobrecarga no trabalho. Destarte, é de suma importância analisar os motivos que tornam essa circunstância uma realidade.
Bournout afeta cerca de 33 milhões dos trabalhadores brasileiros, segundo uma pesquisa realizada pela International Stress Management Association (ISMA). Nesse sentido, as empresas usam e abusam de seus funcionários, sem se preocuparem com sua saúde, como visto em “tempos modernos”. Dessa forma, o empregado se desgasta, mas tem medo de perder o emprego. É relevante ressaltar que devido à pandemia do Coronavírus, o desgaste dos profissionais foi ainda maior.
Ademais, outro fator para apresentar é o descumprimento das empresas em relação a Constituição, onde o artigo 7 º, inciso IV da Constituição Federal, diz que um dos direitos dos trabalhadores urbanos e rurais é a saúde. Sendo assim, os empregandos são, na maioria das vezes, os maiores responsáveis, por não darem um suporte necessário para esses empregados. Mas essa sobrecarga pode ser pelo fato da própria pessoa em se cobrar demais em relação ao trabalho. E a ausência de informação e conhecimento sobre a Síndrome, têm impedido ainda mais as pessoas buscarem ajuda, agravando ainda mais o problema.
Diante do exposto, as empresas devem assumir uma maior responsabilidade pela saúde dos trabalhadores. Disponibilizando atendimento com psicólogos, visando reverter a Síndrome de Burnout nos profissionais. E cabe ao Ministério da Saúde junto ao Governo Federal, promover ações para conscientizar a população a respeito do problema, fornecendo apoio necessário e fazer um monitoramento contínuo dos estabelecimentos. Somente assim a lei será cumprida e essa situação irá ser amenizada, podendo deixar esses casos apenas para a ficção.