Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 18/09/2021
Em um seus poemas, Carlos Drummond de Andrade cita: “Tinha uma pedra no meio do caminho”, metaforizando os desafios que impedem o pleno desenvolvimento do bem-estar social. Correlativamente, no Brasil hodierno, os impactos da Síndrome de Burnout configuram-se como obstáculo na conquista legítima do bem-comum, uma vez que esses descuido acarreta o esgotamento físico e mental dos profissionais. A partir disso, é válido inferir que a lenta mudança de mentalidade da população, bem como a omissão governamental, estão entre as principais premissas agravantes desse quadro.
É inevitável, em primeiro aspecto, observar a competitividade no mercado de trabalho, que gera transtornos de ansiedade e depressão, uma vez que a pressão exercida nos contratados é grande, esperando que superem suas metas. Sob essa ótica, cabe resgatar o “Princípio da Corresponsabilidade Inevitável”, do psiquiatra Augusto Cury, o que diz que toda ação individual gera um impacto coletivo, ou seja, o esgotamento do empregado faz com que sua produção caia, haja vista que o mesmo não consegue dormir ou descansar por conta da autocobrança extrema. Com o esgotamento que afeta toda a equipe, o rendimento será menor que o esperado, logo as empresas terão novos problemas e assim as consquências da Síndrome só tende a aumentar. À luz dessa ideia, é crucial o empenho de toda comunidade para garantir o progresso trabalhista no país.
Outrossim, as autoridades públicas não têm dado a devida importância para esse assunto, visto que há escassas tentativas, por parte desse órgão, de propugnar esse obstáculo. Nesse sentido, de acordo com o filósofo renascentista Rousseau, o Contrato Social estabelecido entre instituições públicas e privadas requer a participação de ambos na obstrução dos problemas sociais que implicam toda comunidade. Questões desse tipo auguram indolência do Estado. Assim sendo, faz-se necessária a ação governamental na luta contra a pressão emocional nas empresas, que afeta milhões de brasileiros.
Torna-se improtelável, portanto, desconstruir problemas e propor medidas solutivas. Em vista disso, cabe às ONGs relacionadas a projetos sociais, por meio das redes sociais - detentoras de grande abrangência nacional -, criarem ficções engajadas, as quais divulguem sempre a importância de separar os âmbitos profissionais e pessoais. É fundamental, analogamente, que o Congresso Nacional - instituição de pode máximo estatal -, por meio do Ministério do Trabalho, crie melhores condições psicológicas de trabalho nas empresas brasileiras, com o fito de assegurar a integridade psíquica dos colaboradores. Somente assim conseguir-se-á retirar a “pedra do caminho” citada por Drummnd.