Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 15/09/2021
O livro “Flores Para Algernon” retrata a história de Charlie Gordon, um homem com deficiência intelectual que sofre com o preconceito diário, e que, após ser chamado para uma cirurgia para aumentar seu quociente de inteligência, recebe reações de es tranhamento e afastamento dos mais próximos. Paralelo à história ficcional, aqueles que lidam diariamente com a Síndrome de Burnout se veêm expostos ao preconceito e a dificuldade de manter a vida profissional. Assim, seja pela falta de informação que chega até a população, seja pelo pouco auxílio dado pelas empresas, quando se diz na questão da saúde mental, o problema cresce de forma silenciosa.
A princípio, nesse sentido, fica evidente que um dos principais pontos a serem revistos ao lidar com tal docença é a falta de informação disseminada sobre o assunto. Nessa perspectiva, o debate sobre o tema no meio profissional faz-se escasso e eleva a problemática, fato análogo ao narrado por Platão na alegoria “O Mito da Caverna”, públicado em “A República”. No texto, o filósofo relada a vida de prisioneiros em uma caverna que vivem no local desde a infância, com as mãos atadas e virados para a parede e que avistavam somente sombras projetadas na parede. Por isso, a percepção da vida, sem informação, tornou-os condenados a entender que aquele era o mundo em que viviam e, assim, ignorantes da realidade.
Nesse mesmo viés, é inegável a falta de preparo das empresas quando se diz sobre a discussão acerca da doença, causada exatamente por esse ambiente em que vivem. Nesse sentido, a síndrome encontra empecilhos para seu diálogo aberto e para a busca de soluções e auxílio para os que sofrem com dores de cabeça diárias, insônia, pressão e um esgotamento físico e mental, sintomas característicos da síndrome relatada. Dessa forma, o âmbito coorporativo peca na sua função de corroborar a saúde e bem estar do funcionário e, além disso, torna-se diretamente responsável por consequências devido ao agravamento da doença.
Conclui-se, portanto, que é evidente a urgência de medidas para mitigar o crescente número de impactados por essa síndrome. Com isso, cabe ao Ministério do Trabalho garantir a reformulação do contexto trabalhício por meio da inserção de mais horas dedicadas ao almoço e descanso, além da implementação de salas de lazer, com áreas para conversa e jogos, que amenizem a pressão do ambiente de trabalho, a fim de assegurar a redução do número de casos de funcionários com a Síndrome de Burnout, prezando sempre pelo bem estar do funcionário, visando melhores resultados para a empresa. Só assim, será possível assegurar a saúde do empregado no ambiente corporativo.