Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 18/09/2021

O artigo 3º da Constituição brasileira de 1988 estipula que a promoção do bem-estar de todos ,sem preconceitos, é a meta básica da República. Porém, ao observar o desgaste físico e mental devido à instabilidade de uma carreira, fica claro que o objetivo de garantir a felicidade não sai da tese. Nesse caso, é necessário analisar as causas e consequências do problema.

Deve-se ressaltar que a negligência do Estado impede que os trabalhadores separem sua vida pessoal da profissional, pois para Thomas Hobbes o Estado tem a responsabilidade de garantir o bem-estar da sociedade. A partir dessa perspectiva, isso não acontece na realidade, pois não existe uma política pública voltada para a redução da sobrecarga física e mental dos funcionários o que leva ao estado de exaustão, ou seja, à síndrome de Burnout. Portanto, devido às condições pessoais de trabalho, a falta de medidas públicas pode causar problemas físicos e mentais pessoais.

Além disso, vale ressaltar que a alienação dos trabalhadores é a promotora do problema. De acordo com o pensamento marxista, a classe dominante controla ideologicamente as ações e comportamentos coletivos. Nessa lógica, a classe dominante criou a ideia de que “esforço é sinônimo de sucesso”, o que leva as pessoas à auto-exigência e ao excesso de trabalho para atingir seus objetivos profissionais, o que leva ao esgotamento físico e mental.

Portanto, é necessário formular medidas governamentais para reduzir o esgotamento dos profissionais. Sendo assim, o Ministério da Cidadania é responsável pelo bem-estar dos cidadãos, formulando políticas públicas por meio de leis e investimentos, e apoiando os trabalhadores, como a preparação de palestras e consultoria a profissionais da psicologia para reduzir o desgaste do trabalho. Desta forma, os objetivos da República previstos na Constituição ficarão mais próximos da realidade.