Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 18/09/2021
No filme “Tempos Modernos”, retrata a rotina exaustiva de um operário em uma linha de montagem. Por possuir uma carga horária intensa, o operário teve seu pscológico afetado, de modo que confundia botões de roupa com parafusos. Fora da ficção, a realidade não é diferente, visto que o trabalho em uma rotina longa e repetitiva, gera impactos no rendimento e na saúde mental do trabalhador, podendo acarretar em doenças, como a Síndrome de Burnout.
Em primeira instância, é necessário salientar as péssimas condições de trabalho como impulcionadoras do esgotamento corporal e intelectual. Segundo uma pesquisa realizada pela Qualintin, 21% dos gestores entrevistados acreditam que as metas estabelecida não são alcançaveis. No entanto essa estratégia tem um resultado paradoxal, devido a pressão os funcionários tem momentos de desorganização, desatenção e desânimo no trabalho, o que diminui o seu rendimento e gera prejuízos para a empresa. Segundo o cálculo do International Stress Management Association (ISMA), a falta de produtividade causada pela exaustão no trabalho gerou prejuízo de 3,5% no PIB brasileiro.
Ademais, o sobretrabalho gera estresse, falta de sono e descuido com cuidados básicos, como alimentação e saúde. Isso facilita o desenvolvimento de doenças como a Síndrome de Burnout, um estado de esgotamento físico e mental que, se não tratada, pode resultar em depressão e ansiedade. Segundo o pscicólogo alemão Hebert J Freudenberger essa patología é classificada como o esgotamento físico e mental ligado a vida profissional. Com base nisso, essa sindrome impede que o trabalhador desempenhe seu maximo potencial em seu emprego e na sociedade.
Contudo, faz-se mister que o Ministério do Trabalho junto ao Estado redija leis para adaptar as condições de trabalho, por meio da colaboração de psicólogos auxiliando os profissionais, pois mesmo que com muito progresso após a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) ainda existe a exploração laboral que gera o esgotamento psíquico. Ademais, cabe as empresas implementar um projeto de ação a saúde, onde semanalmente haverá na planta psicólogos, massagistas, instrutores físicos e palestras sobre os riscos do sobretrabalho. Desse modo, a vida do personagem de Chaplin será apenas um alívio cômico e não o retrato dos profissionais atualmente.