Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 17/09/2021
A síndrome de burnout é um transtorno mental, descrito pela primeira vez pelo psicanalista alemão Herbert Freudenberger na década de 1970, e afeta aproximadamente 33 milhões de trabalhadores no Brasil. Portanto, embora o burnout não seja considerado uma doença, ele é responsável por acarretar em estresse e depressão nos cidadãos sobrecarregados profissionalmente, logo deve ser considerado uma questão de saúde pública.
A primórdio, a intensa cobrança no trabalho gera inúmeros problemas no que tange não somente a exaustão e indisposição física, fazendo com que o trabalhador não tenha um aproveitamento completo no seu dia, como também um cansaço mental, que é responsável por aumento no estresse, ansiedade e depressão. Onde, segundo pesquisas realizadas pelo ISMA -BR com mais de 100 mil trabalhadores brasileiros, 30% apresentam a síndrome.
Em decorrência, mesmo não sendo considerada uma doença, Burnout é responsável por compactuar com problemáticas que saem da vida profissional para invadir a pessoal, sendo essas questões, inclusive, dificuldades de se relacionar com outras pessoas, uma vez que o indivíduo fica vidrado em trabalhar e deixa de lado atividades médicas e de lazer que ajudariam na questão mental.
Destarte, é fundamental que haja uma maior valorização da saúde emocional e mental dos trabalhadores. Faz-se necessário incentivos e apoio das empresas e do governo, no que tange à um salário justo e apoio médico psicológico. Somente assim, essa problemática será resolvida.