Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 16/09/2021

O livro “O Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas sociais que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que a Síndrome de Burnout, ligada ao desgaste físico e mental no ambiente trabalhista, afeta grande parte da população. Assim, seja pela tensão emocional devido à longa carga horária de trabalho, seja pela influência da tecnologia e dos meios de comunicação, o problema exige uma reflexão urgente.

Convém salientar, de início, que segundo a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), criada na era de Getúlio Vargas, o brasileiro está sujeito à uma carga horária de 8 horas por dia. Entretanto, o que se percebe é justamente uma ideia oposta à defendida no CLT, pois muitos trabalhadores estendem o horário de serviço devido à principalmente acúmulo de tarefas e cobranças excessivas por parte do empregador. E, como consequência, há o agravamento de um problema social, pois como grande parte do ambiente trabalhista é conturbado, cheio de cobrança e com pressão psicológica durante todo o período do dia, muitas pessoas desenvolvem ansiedade, pressão alta, depressão, que pode levar até ao suicídio. Logo, é substancial a mudança desse quadro.

Ademais, é possível destacar que a internet atua como facilitadora, na qual circula milhares de informações todos os dias. No entanto, quando se trata em trabalho, aplicativos de conversa como o WhatsApp vêm se tornando cada vez mais, um meio plausível de comunicação entre cliente-empregados, porém o problema se faz presente a partir do momento em que mesmo após o horário de fechamento de uma empresa, o funcionário não para exercer sua função, pois atende ligações e responde mensagens por mais de 12 horas por dia. Sendo assim, o excesso de trabalho e esforço mental é um entrave que contribui para o surgimento da Síndrome de Burnout, junto com a depressão e ansiedade, e desse modo, é inaceitável que essa situação se perpetue.

Infere-se, portanto, que são necessárias medidas capazes de mitigar o problema. Para tanto, é imperiosa uma ação do Ministério da Saúde, que deve, por meio de campanhas e projetos, promover investimentos e disponibilização de atendimento psicológico e psiquiatra para toda a população, de forma gratuita e de fácil acesso, a fim de proporcionar uma melhora no ambiente trabalhista, com pessoas saudáveis e motivadas a exercer suas funções diárias, pois somente assim, observar-se-á um país em que esses problemas poderão ser mazelas passadas na história brasileira.