Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 17/09/2021

Com a industrialização nas duas revoluções industriais, a atual terceira e o crescente capitalismo oriundo da Guerra Fria, o trabalho tornou-se prioridade na vida do cidadão, mas em excesso e sem tempo de descanso, dá origem ao distúrbio que é a Síndrome de Burnout, conhecida como esgotamento físico e mental advindo da vida profissional.

Ademais, o Burnout não deve ser considerado uma doença, porém é tão relevante quanto. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a síndrome afeta cerca de 33 milhões de brasileiros, sendo os profissionais mais afetados, médicos, enfermeiros, professores e policiais, derivado de constantes cobranças, responsabilidades, horas exaustivas que acabam entrando em questões de saúde gerando stress, depressão, insônia, perca de concentração e outros, descumprindo direitos de cidadão, como lazer e saúde exercidos pela Constituição Federal.

Além disso, o desenvolvimento exacerbado da tecnologia pode ser um dos fatores que alavancaram esse problema. Logo, a crescente nos meios de comunicação, no fim de facilitar o contato, veio complicar ainda mais a jornada do trabalhador, sendo vítimas de constantes e-mails, mensagens, ligações e aplicativos em formas de cobranças frequentes, podendo até extrapolar o horário de trabalho fora do expediente, como é no caso da pandemia da Covid-19, em que os profissionais se veem em constante contato com empresas, gerentes, chefes e clientes, trabalhando por tempo a mais.

Diante da problemática supracitada, uma forma de resolução seria a adoção por meio do Ministério do Trabalho, jornadas de trabalhos de 6 horas e 4 dias por semana como ocorre na Finlândia ou até um maior tempo de lazer dados de forma empática por empresas e instituições. Dessa forma, o Burnout pode ser mitigado e o trabalhador devidamente valorizado.