Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 17/09/2021
Hodiernamente, muito se discute sobre a síndrome de Burnout. É um disturbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastante, que demandam muita competitividade ou responsabilidade. A principal causa da doença é justamente o excesso de trabalho. Esta síndrome é comum em profissionais que atuam diariamente sob pressão e com responsabilidades constantes, como médicos, enfermeiros, professores, policiais, jornalistas, dentre outros.
De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a Síndrome de Burnout afeta cerca de 33 milhões de brasileiros. Também conhecida como Síndrome de Esgotamento Profissional, a doença vem ganhando destaque nos últimos anos. Segundo a Ana Carolina Souza, sócia da Nêmesis, empresa que oferece assessoria e educação corporativa na área de Neurociência Organizacional, a tecnologia pode representar um perigoso sinônimo de pressão emocional, o que pode contribuir com a doença, “A tecnologia certamente traz muitos benefícios para o dia-a-dia, porém, é preciso aprender a utilizá-la de forma estratégica”, diz.
Uma pesquisa feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra efeitos gerados da Síndrome de Burnout relacionado com sentimentos negativos. Esse cenário caótico, gera malefícios para a saúde e geralmente é intensificado na era digital, visto que essa aumenta a pressão no cotidiano desses trabalhadores. Com isso, nota-se que o esgotamento causado no serviço, tende a diminuir o convívio familiar, momentos de lazer, diversão, etc.
Diante dos fatos mencionados, para resolver esse problema é necessário que o Ministério do Trabalho junto ao Estado redija leis para adaptar as condições de trabalho, por meio da colaboração de psicólogos auxiliando os profissionais, porque mesmo que com muito progresso após a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) ainda existe a exploração laboral que gera o esgotamento psíquico.