Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 17/09/2021

O filme Tempos Modernos, do diretor, roteirista e ator Charles Chaplin, do ano de 1936, apesar do tom de comédia, tentando retratar uma preocupação social que se iniciou com o avanço das indústrias. De forma mais enfática, ilustrava o trabalhador em uma jornada exaustiva, quase escrava, que culminava em um colapso nervoso. Fora da ficção a realidade não é diferente, visto que Apesar de ter sido feito há tanto tempo, o filme começa a mostrar os problemas que ainda temos dificuldades em lidar nos dias atuais. Um deles refere-se ao trabalho excessivo, que culmina no exaustão, levando o profissional a desencolver uns dos motivos principais da Síndrome de Burnout.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional. Nesse sentido, a falta de investigação do porquê desse excesso de trabalho nas empresas. Um dos fatores que explicam isso é a conduta abusiva das empresas, com o estabelecimento de metas inatingíveis e pressões para que os funcionários como alcance. Segundo uma pesquisa realizada pela Qualintin, 21% dos gestores entrevistados acreditam que as metas que estabelecem não sãoveis alcançam. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo John Lock, configura-se como uma violação do “contrato social” já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os corações desferirem de direitos indispensáveis, como a saúde, oque infelizmente é evidente no país.

Ademais, Muitas pessoas não buscam ajuda médica e negligência aos sintomas, todavia por não saberem ou não identificam os sinais. Sobretudo, a síndrome é resultado de um estresse no local de trabalho que não foi solucionado. Isso pode gerar sentimentos pessimistas, eventualmente aumentando o distanciamento mental do próprio trabalho e reduzindo a eficácia do profissional. Logo, é inadmissível que esse cenário continue um perdurar.

Depreende-se, portanto que o excesso de trabalho afeta diretamente na saúde mental e na produtividade do profissional. Portanto, a fim de reverter esse cenário, cabe ao Ministério da Economia, ligado à secretaria do trabalho, em ajuda com o departamento de Recursos Humanos, fiscalizador como empresas, através de denúncias anônimas feitas na intranet da organização e visitas mensais de fiscais enviados pelo ministério, com a finalidade de evitar cargas horárias abusivas e abusos verbais por parte dos gestores. Ademais, cabe as empresas implementar um projeto de ação a saúde, onde semanalmente será na planta psicólogas, massagistas, instrutores físicos e palestras sobre os riscos do sobretrabalho. Desse modo, a vida do personagem de Chaplin será apenas um alívio cômico e não o retrato dos profissionais atualmente.