Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 18/09/2021
A Síndrome de Burnout é uma doença psíquica causada por exaustão no ambiente de trabalho. Nesse sentido, a falta de conhecimento da síndrome pelas empresas, aliado ao esgotamento profissional e às pressões psicológicas existentes no mercado de trabalho, cada vez mais exigente, são fatores para o desencadeamento desse distúrbio. Destarte, urge ações sinérgicas dos atores sociais para mitigar essa problemática.
Primeiramente , Um dos fatores que explicam o excesso de trabalho é a conduta abusiva das empresas, com o estabelecimento de metas inatingíveis e pressões para que os funcionários as alcance. Segundo uma pesquisa realizada pela Qualintin, 21% dos gestores entrevistados acreditam que as metas que estabelecem não são alcançaveis. No entanto essa estratégia tem um resultado paradoxal, devido a pressão os funcionários tem momentos de desorganização, desatenção e desânimo no trabalho, o que diminui o seu rendimento e gera prejuízos para a empresa.
Além disso, o sobretrabalho gera estresse, falta de sono e descuido com cuidados básicos, como alimentação e saúde. Isso facilita o desenvolvimento de doenças como a já falada, Síndrome de Burnout, que se não tratada, pode resultar em depressão e ansiedade. Segundo pesquisas feitas pelo ISMA-B, 30% dos profissionais brasileiros sofrem dessa doença. Um cenário carecente de mudanças.
Fica evidente que o excesso de trabalho afeta diretamente na saúde mental e na produtividade do profissional. Portanto, a fim de reverter esse cenário, cabe ao Ministério da Economia, ligado a secretaria do trabalho, fiscalizar as empresas, através de denúncias anônimas feitas na intranet da organização e visitas mensais de fiscais enviados pelo ministério, com a finalidade de evitar cargas horárias abusivas e abusos verbais por parte dos gestores.