Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 01/10/2021

A Organização Mundial da Saúde afirma que ser saudável é atingir o bem-estar físico, social e mental, sendo assim, cuidar desses três aspectos se torna fundamental para a vida. Entretanto, no Brasil, esta realidade não se aplica a todos, muitas pessoas abrem mão da sua saúde psicológica em prol do capital, diminuindo drasticamente a qualidade de vida em todo país.

Inicialmente, o sociólogo Max Weber explica em sua obra “Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo” que o trabalho passa a ser visto como exercício vital ao homem devido à ascensão do protestantismo. Logo, esta visão de mundo predomina com maior intensidade nos dias atuais, onde os brasileiros se dedicam cada vez mais às suas atividades lucrativas e esquecem de “viver a vida”.

Consequentemente, é comum encontrar indivíduos afetados pela Síndrome de Bournout, de acordo com a OMS, são 33 milhões de atingidos no Brasil, resultando em um grave problema de saúde público, já que atinge mais de 10% de todos os cidadãos. Esta doença é responsável por causar ansiedade e depressão e tem origem na cobrança em excesso no mundo profissional, resultando na ausência tempo para o autocuidado, uma vez que a pessoa possui a rotina inteiramente ligada ao emprego.

Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, cuja função é garantir o bem-estar da sociedade, promover campanhas educativas, por meio das redes sociais. Esta iniciativa irá conscientizar a população sobre o poder de adoencimento do trabalho, mostrando os riscos de deixar a saúde de lado a fim de visar uma ascensão econômica. Desta forma, os brasileiros cientes poderão se dedicar mais ao lazer, desfrutando de uma vida saudável e desvinculada de preocupações.