Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 19/10/2021
Na série televisiva “Grey´s Anatomy”, um residente do hospital retratado na trama, com exaustão devido ao excessivo trabalho causa a morte de um paciente, o que acarreta um quadro de ansiedade no personagem. Análogo a isso, para a ficção, o esgotamento físico e mental associado à vida profissional, denominado Síndrome de Burnout, é um desafio na sociedade contemporânea, cujos efeitos no bem-estar são nefastos. Sendo assim, a cultura da extrema produtividade e o suporte precário proveniente das empresas, é um grande problema no país e merece uma visão mais crítica de enfrentamento.
A princípio, cabe salientar a alta cobrança em produção e como as novas tecnologias corroboram para a exaustão profissional. Nesse contexto, a Revolução Industrial, foi marcada pela carga horária de trabalho extenuante, diante do surgimento da indústria maquinofatureira que ampliou uma produtividade. Paralelamente, a instabilidade dos meios de comunicação ultrapassa o ambiente de trabalho através de mensagens e o contato frequente com gestores, clientes e outros funcionários, com isso a jornada de trabalho torna-se contínua, consequentemente, a autocobrança pela produtividade impacta negativamente no autocuidado, nas relações pessoais e nos momentos de lazer do profissional. Logo, é inadmissível que a vida profissional afete todas as esferas sociais.
Ademais, faz-se fundamental apontar a falta de apoio das empresas como o impulsionar da Síndrome de Burnout. Diante disso, o Ministério da Saúde, afirma que, transtornos mentais são a terceira causa de afastamento do trabalho no Brasil. Nesse viés, é notório como a população normalizou o estresse e a sobrecarga desenvolvidos no mercado de trabalho, como também a negligência a saúde mental. Dessa forma, devido a pressão exercida ao profissional essa classe desenvolve patologias como ansiedade, depressão e despersonalização, o que afeta a labuta , a vitalidade psíquica e gera o desemprego, sendo de necessidade imediata uma reversão desse quadro em prol do bem-estar pessoal.
Portanto, deve o Ministério do Trabalho, - responsável pelas políticas de emprego, renda e apoio aos trabalhadores brasileiros-, em parceria com empresas privadas, elaborar campanhas e palestras, por meio de profissionais qualificados como psicólogos e psiquiatras, bem como o dever de os gestores disponibilizar para todos os funcionários o acompanhamento psicológico, a fim de inibir a exaustão da cultura da produtividade e a negligência da saúde mental. Outrossim, deve as empresas, desenvolver atividades físicas, como alongamentos, com o objetivo de impedir o esgotamento físico e gerar o autocuidado. A partir dessas ações, espera-se promover o bem-estar dos trabalhadores e impedir o aumento dos casos da síndrome de Burnout.