Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 15/10/2021
Na mitologia grega, Sísifo recebeu de Zeus a punição de rolar uma grande pedra morro acima eternamente. Todos os dias, Sísifo era vencido pela exaustão e retornava à base. Hodiernamente, esse mito se assemelha com a situação de muitos trabalhadores que são sobrecarregados todos os dias em seus serviços, o que pode levar ao desenvolvimento de uma síndrome denominada “Síndrome de Burnout”. Diante desse cenário, pode-se destacar a ganância de empregadores e o estilo de educação brasileiro, que valoriza excessivamente os resultados do aluno, como principais causas desse problema.
Em primeira análise, cabe ressaltar que o desejo excessivo pelo dinheiro por parte de grandes emprsários é um dos fatores que contribuem para o desenvolvimento da Síndrome de Burnout, pois pode levar à sobrecarga dos funcionários. De acordo com a obra “Modernidade Líquida”, escrita pelo filósofo Zygmunt Bauman, o mundo pós-moderno é fortemente influenciado pelo individualismo. Nesse sentido, é possível dizer que a mentalidade individualista presente em muitos empregadores faz com que eles valorizem o próprio lucro mais que o bem estar das pessoas, exigindo eficiência e rapidez exageradas de seus funcionários e favorecendo progressivamente o surgimento dessa síndrome.
Ademais, vale destacar o modelo educacional adotado pela maioria das escolas brasileiras como um dos responsáveis por essa situação. Segundo o filósofo Immanuel Kant, o homem é resultado da educação que teve. Portanto, falhas no sistema educativo podem resultar em graves consequências para os cidadãos. Dessa forma, percebe-se que a grande valorização do desempenho nas diversas atividades propostas aos alunos os ensina, mesmo que de maneira inconsciente, a cobrarem resultados cada vez maiores de si mesmos, os levando a rotinas de trabalho exaustivas no futuro.
Em suma, percebe-se que esse é um grave problema, que não se extinguirá se não for combatido. Diante disso, cabe ao Ministério do Trabalho monitorar a quantidade de serviços atribuidos a cada funcionário em uma empresa, além de regulamentar um tempo limite para as atividades no contra-turno, estabelencendo multas para os empregadores que violarem as recomendações, a fim de diminuir a qauntidade de pessoas sobrecarregadas profissionalmente na sociedade. Além disso, o Ministério da Educação deve criar campanhas escolares que busquem valorizar a saúde mental dos estudantes acima do rendimento e eficiência nas atividades educativas. Dessa maneira, viveremos em uma realidade mais distante do mito de Sísifo.