Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 19/10/2021
A terceira Revolução industrial, ocorrida no século XIX, trouxe diversas novas tecnologias, entre elas a internet, e essa nova configuração tecnológica estabeleceu profundas transformações no mundo do trabalho. No entanto, apesar dos benefícios desse sistema, acarretou diversosos problemas na saúde física e mental de toda uma geração, como a síndrome de Burnout, relacionada ao esgotamento acometido pela vida profissional. Assim, torna-se necessário analisar o cenário social a fim de entender as causas e consequências dessa problemática.
Em princípio, cabe ressaltar segundo a ótica do filósofo Byung-Chull Han que escreveu o livro “Sociedade do Cansaço”, como as pessoas não tem mais tempo de transição e vivem suas vidas pautadas no desenpenho e voltado para produção e passam a viverem em uma era de toxicidade profissional. Nesse contexto, pós Terceira Revolução Industrial, fica difícil dividir o tempo de serviço, antigamente, as pessoas costumavam trabahar oito horas por dia e apenas nos locais designados, como empresas e escritórios, atualmente, muitas pessoas levam seus trabalhos para casa por meio da internet, e por isso, acabam esgotadas tanto mentalmente como físicamente por não conseguirem se livrar desse modelo de produçao a todo tempo e a qualquer custo. Diante desse cenário, segundo a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), a síndrome de burnout, no Brasil, atinge cerca de 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores.
Além disso, a ideia já mostrada pelo intelectual Max Weber de que o trabaho dignificaria o homem e muito marcada pela cultura cristã, por diversas passagens biblícas, atrapalha o homem de separar um tempo para si e de não viver pautado apenas para o trabalho, o que beneficia bastante os grandes empresários, uma vez que, a lucratividade das grandes empresas se vê aumentada devido seus muitos trabahadores empenhados em mostrar serviço. Com isso, gera na sociedade um ciclo vicioso que é muito prejudicial para a saúde do trabalhador e fomentado pelo capitalismo - sistema econômico que visa ao lucro e à acumulação das riquezas e está baseado na propriedade privada dos meios de produção-. Diante disso, é importante que a sociedade tome conhecimento dessa síndrome para buscar formas de alinhar o trabalho com hábitos que sejam mais saudáveis.
Dessa forma, medidias são necessárias para solucionar o impasse. Por isso, cabe ao Ministério do trabalho, em parceria com grandes empresas, promover a conscientização dos trabalhadores, por meio de palestras com profissionais capacitados para falar sobre o assunto, como psicólogos, a fim de dissolver essa cultura tóxica que permeia os locais de trabalho. Por certo, com tal medida , esse cenário de exaustão por conta da produtividade excessiva não fará mais parte da geração atual.