Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 16/10/2021

A síndrome de Burnout é uma doença caracterzada pelo esgotamento físico e, principalmente, mental, que está intimamente ligado à vida profissional que na sociedade contemporânea é considerada prioridade para a maioria. Em 2019, a Organização Mundial da Saúde definiu essa síndrome como resultante do estresse crônico no trabalho, e entrará em vigor na Classificação Internacional de Doenças em 2022, abrindo mais espaço para o conhecimento de doenças e transtornos mentais.

Dentre as várias opiniões sobre o assunto pode-se evidenciar que as doenças atuais são frutos do nosso mundo globalizado que vive em um constante ritmo frenético, com crises econômicas cíclicas, diversas contas e cobranças excessivas, especialmente por parte dos contratantes das empresas que desejam um rendimento perfeito para que seja possível manter-se na competição, ignorando a saúde mental de seus trabalhadores, os quais na esperança de obter uma ascensão social continuam a trabalhar. Essa síndrome é de caráter depressivo, por esse motivo os sintomas são em sua maioria similares aos da depressão, apesar desse fato a depressão é uma consequência de Burnout.

Embora possamos considerar essa análise, é mister pôr em relevância que nem sempre a síndrome terá seu início e/ou estopim relacionado à vida profissional, apesar de a maioria dos casos estar diretamente relacionado ao trabalho. Na sociedade contemporânea, há uma grande necessidade de se encaixar em padrões tóxicos de perfeição, que na realidade são inexistentes e imposssíveis de serem atingidos, mas devido a grande pressão psicológica imposta por essa sociedade líquida, caracterizada pelo imediatismo, os indivíduos sofrem com o esgotamento por se entregarem de corpo e alma, mas sem a obtenção dos resultados esperados, gerando dêsanimo e frustração. Segundo uma pesquisa realizada pela International Stress Management Association, as mulheres estão mais propensas à síndrome de Burnout, tendo por principal razão a sobrecarga de trabalho, enquanto para os homens a maior preocupação é a incerteza e a ansiedade relacionada ao futuro.

Dessa forma, faz-se mister que o Ministério da Saúde em união com a Organização Mundial da Saúde, tome medidas como ações educativas, que sejam promovidas principalmente do ambiente profissional, com o objetivo de minimizar os impactos dessa síndrome, conscientizando tanto os empregadores quanto os empregados, sobre empatia, sobrecarga e saúde. Nesse projeto também seria de extrema importância a presença de um tipo de fiscal que constantemente visitasse as empresas, para garantir condições saudáveis de trabalho para todos. Mas as melhores formas de combate e/ou prevenção se resumem a duas coisas, equilíbrio e autocuidado.