Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 16/10/2021
No poema “Ombros que Sustentam o Mundo” de Carlos Drummond de Andrade, expõe as mazelas da desigualdade que compõem a sociedade no início do século XIX. Fora do universo ficcional, essas mesmas mazelas se fazem presente na nossa sociedade e como consequência, o surgimento da Síndrome de Burnout. Nesse sentido, é evidente que essa situação ocorre em função não só da desigualdade social, como também da autocobrança.
Em primeiro plano, deve-se observar em respeito às leis, a tal questão. De acordo com a Constituição Federal de 1988, no artigo 3, deve ser promovido o bem de todos. Contudo, a ausência de um plano nacional que integre as pessoas que sofrem com a Síndrome de Burnout, se configura como desrespeito a Constituição, agravando as vidas dessa minoria, que possuem esgotamento físico e mental devido ao trabalho excessivo.
Portanto, cabe destacar que fatores sociais também impactam negativamente essas pessoas. De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade, em partes, possuem necessidades e funcionamentos inter-relacionados, como por exemplo, a autocobrança dos indivíduos que sofrem com esse distúrbio, pois visam apenas em aumentar a sua produtividade e ascender economicamente, trazendo prejuizo mental e físico, sem possuir o momento de autocuidado.
Por isso, é com clareza que a Síndrome de Burnout é um problema e precisa ser combatido. O Ministério da Saúde, orgão do Governo Federal, deveria disponibilizar apoio psicológico gratuito, através das Unidades de Saúde Básica, com o intuito de melhorar a saúde mental das pessoas que sofrem com esse distúrbio. E o Ministério das Comunicações, através das mídias televisivas, mostrar e impactar os efeitos malignos causados por essa Síndrome, na busca da solução.