Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 19/10/2021

Acordar, ir ao trabalho, voltar para casa, dormir. Esse é o resumo da rotina da grande maioria das pessoas que direcionam toda a energia para o trabalho. Sem dúvidas, o objetivo é aumentar a produtividade e ascender economicamente, porém, o excesso pode trazer prejuízos físicos e psicológicos. Com efeito, é evidente a presença do esgotamento ligado à vida profissional, conhecida como Síndrome de Burnout, que persiste cada vez mais crescente na sociedade por conta da mentalidade de exigir alto desenpenho e da falta de conhecimento sobre a importância do autocuidado.

Convém ressaltar, a princípio, como a ideia de “sucesso só depende dos meus esforços” afeta negativamente as pessoas. Nesse sentido, na obra “Sociedade do Cansaço”, Byung Chul Han afirma que passamos de uma sociedade repressiva, em que os indivíduos eram constantemente vigiados e punidos, para uma sociedade do desempenho, em que cada um acredita na ilusão de tudo poder e que para realizar sonhos bastam a determinação e o esforço individual. Assim, o sujeito contemporâneo torna-se ele mesmo o seu feitor e cobra de si a máxima eficiência em cada uma de suas ações. Para o sistema produtivo, essa forma de ver o mundo é rentável, já que aumenta a produtiviade, no entanto, traz como consequência uma maré montante de deprimidos, frustrados e suicidas.

Ademais, vale ressaltar, também, que a ausência de conhecimento sobre a importância do autocuidado é um fator determinante para a manutenção da Síndrome de Burnout. Sob essa perspectiva, o filósofo Schopenhauer defende que os limites no campo de visão de uma pessoa determinam o seu real entendimento a respeito do mundo. Isso justifica ou causa do problema: Muito é discutido  sobre como melhorar a eficiência e a produtividade pessoal, mas pouco é debatido sobre a importância do autocuidado. Sendo assim, se as pessoas não possuem acesso a informações sérias sobre os perigos do excesso de trabalho e as suas consequências para a vida social e para o próprio desempenho, sua visão será limitada, só entendendo a importância depois do esgotamento.

Logo, medidas são necessárias para alterar esse cenário. Portanto, é preciso que o Ministério da Educação (MEC), em parceria com as empresas das cidades, desenvolva projetos extradisciplinares nas escolas, por meio de “workshops”, dinâmicas e palestras com profissionais na área de saúde, que saliente as causas e as consequências que o excesso de trabalho e exigência podem acarretar. Além disso, tais projetos devem ser filmados e publicados nas redes sociais do MEC,  a fim de conscientizar a população adulta sobre a importância do autocuidado para a preservação das capacidades do corpo. Dessa forma, o descanso fará parte da rotina da grande maioria das pessoas, diminuindo, assim, a alta taxa da Síndrome de Burnout.