Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 28/10/2021

Em 1811, se iniciaram movimentos trabalhistas como o Ludismo e Catismo, consequência das péssimas condições de trabalho que eram propostas no período da revolução industrial. Hodiernamente, os empregados ainda enfrentam jornadas de trabalho estressantes e inapropriadas. Diante dessa perspectiva, é válido discutir sobre a Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional, em razão do desenvolvimento socioeconômico  e das incessáveis cobranças por parte dos empregadores.

A princípio, deve-se ressaltar que o crescimento econômico, constante,  presente na sociedade, corrobora para autocrobrança dos indivíduos inseridos no mercado de trabalho. Com isso, o surgimento de problemas como síndrome de bonrnout e distúrbios emocionais tornam-se frequentes. Conforme pesquisas feitas pela Associação Internacional de Gerenciamento de Estresse no Brasil (Isma-BR), em 2019, 72% da sociedade brasileira apresentava sequelas de estresse, e, 30% destes sofriam de bornout. O filosofo Friedrich Nietzsche, em seu pensamento biopolítico, fala que “O homem que ama o trabalho desenfreado negligência a si mesmo”, essa é o cotidiano de muitos brasileiros, que, por necessidade, acabam priorizando o trabalho, deixando sua saúde física e mental em segundo plano. Nesse viés, se faz claro a necessidade de combater essa problemática.

Outrossim, é fundamental apontar que as empresas influenciam significativamente no agravamento desse cenário, posto que exigem, covardemente, que seus funcionários trabalhem, mais que o necessário, para cumprir metas exacerbantes, contribuindo para o esgotamento mental dos mesmos. O filósofo Karl Marx, em sua visão sobre as relações de produção na sociedade industrial moderna, retrata de forma clara essa realidade ao apontar que, para sobreviver, o proletariado deverá vender sua força de trabalho ao capitalista, pois muitos se submetem á essa exploração pela incerteza de se, ao menos, conseguirão o mínimo para o autossustento. Logo, torna-se crucial a atenção  governamental para os meios propiciam essa prática.

Depreende-se, portanto, a urgência de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo federal, juntamento ao Ministério Público, promova campanhas de incentivo ao trabalho híbrido, mostrando as empresas, através das mídias sociais e TV aberta, os benefícios dessa metodologia. Além de exigir, por meio da criação de leis, que as corporações forneçam aos seus colaboradores, o acesso ao atendimento psicológico no ambiente de trabalho, a fim de impedir o surgimento de problemas como síndrome de bonout. Espera-se, assim, que a sociedade não retome os erros cometidos durante a revolução industrial.