Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 28/10/2021

Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que o esgotamento físico e mental encontram-se efetivados na sociedade. Desse modo, a negligência governamental em consonância com a pressão social são os principais pilares para esses conflitos.

Nesse sentido, vale ressaltar a indigência estatal como impulsionadora da problemática. Destarte, esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplificada a teoria de Instituição Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, todavia, sem cumprirem sua função social com eficácia. Sob esse viés, devido à baixa atuação das autoridade as pessoas não conseguem ter atendimento especializados, pois falta psicológos e psiquiatras nas Unidades Básicas de Saúde.

Ademais, vale salientar a cobrança social como perpetuadora do impasse. Por essa perspectiva, segundo o sociólogo Émile Durkheim, em sua análise da sociedade, os distúrbios psicológicos  advém da insatisfação de um indivíduo com o outro ou consigo mesmo. Sob essa ótica, as pessoas no trabalho sofrem, constantemente, esgotamento emocional, pois precisam lidar com a  grande pressão de superar as expectativas do contratante. Assim, desenvolvem doenças emocionais como, a depressão, ansiedade e Transtorno Obssessivo Compulsivo.

Portanto, com intuito de mitigar o esgotamento físico e mental, urge que o Estado, como promotor e garantidor do bem-estar social, disponibilize subsídios para que o Ministério da Saúde reverta essa verba em contratação de profissionais que, por meio de workshops, nas escolas, atenderiam a população. Além disso, é mister a mídia divulgar a importância de cuidar do emocional. Somente assim, a DUDH entrará em completo vigor.