Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 01/11/2021

Fisicamente destruído e mentalmente exausto: como isso pode acabar bem?

Na atual sociedade, o cansaço físico e mental estão associados á doenças psicológicas, estas estão cada vez mais evidentes em debates sociais por conta de sua importância na convivência humana. No entanto, no ambiente de trabalho esses debates são pouco presentes, isso ocorre por conta da grande pressão psicológica que há no dia a dia dos funcionários; eles se sentem ameaçados com a grande demanda de concorrentes no mercado de trabalho, e por conta disso, se submetem á condições desumanas, com longas cargas horárias e assédio verbal excessivo com medo da demissão. Por conseguinte, com tamanha pressão e frustração no meio profissional, o indivíduo se torna esgotado e exausto, cujos sintomas são sentidos por quem possui a Síndrome de Burnout.

A grande demanda por vaga no mercado têm sido avaçaladora. Cerca de 6,75 milhões de pessoas estão buscando uma oportunidade de emprego, segundo pesquisa levantada pelo Jornal G1. Esse número é o maior desde 2012, e de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número tende a aumentar cerca de 14% até o final de 2021. Portanto, aqueles que já ocupam um cargo em uma empresa, lutam contra da demissão, e para isso, vivem as condições impostas pelos seus superiores, que aproveitam da fragilidade de seus funcionários e aplicam uma pressão de produtividade maior que eles conseguem aguentar, tornando-os pessoas desestruturadas e esgotadas.

Contudo, com uma vida desestruturada, aqueles que ocupam cargos inferiores recebem salários insuficientes para cuidar de sua saúde física e mental. Atualmente, 30,1% dos brasileiros, segundo o IBGE, sobrevivem com apenas o salário mínimo. Entretanto, sabe-se que com o aumento da inflação dos alimentos, do gás e das contas básicas, dificilmente sobra capital para que a pessoa invista e cuide de sua saúde. Sendo assim, o funcionário se torna refém de suas preocupações e pressão.

Portanto, com o objetivo de auxiliar os funcionários no ambiente de trabalho, o Sistema Único de Saúde (SUS) deve oferecer uma campanha que conta com a voluntarização de psicólogos e psiquiatras. Dessa forma, os voluntários praticam seus conhecimentos auxiliando psicologicamente os funcionários. Para os voluntários, essas horas trabalhadas serão revertidas em atividades extracurriculares que os ajudarão na ingressão em grandes hospitais futuramente, Além disso, o Ministério do Trabalho trimestalmente deve encaminhar Fiscais Trabalhistas ás empresas com acompanhamento de psicólogos para identificar coordenadores e supervisores que atuarem com assédio na empresa, podendo assim, evitar tal repressão e melhorar o ambiente de trabalho para todos.