Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 09/11/2021
O clássico de Charlie Chaplin, Tempos Modernos, mostra a rotina excessiva e enlouquecedora de um operário numa linha de montagem. Em uma cena célebre, o protagonista persegue uma mulher por achar que os botões de sua roupa são os parafusos que ele precisa apertar. Contudo, apesar de ser uma ficção, a obra pode ser comparada à realidade desde que o excesso de trabalho atrapalhe a saúde mental e desencadeie doenças, como por exemplo a Síndrome de Burnout.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar, que a Síndrome de Burnout é um distúrbio emocional com sintomas de exaustão externa, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastante. Um dos fatores que explica a existência dessa síndrome é a conduta abusiva das empresas impondo metas altas e exigentes fazendo com que a pressão exercida sobre os empregadados seja cada vez maior, gerando no funcionário uma insegurança constante com relação à continuidade da relação do emprego, visto que as empresas atuais seguem a lógica pós-fordista de produção visando apenas o lucro e a produção e extinguindo a importância da saúde mental dos mesmos.
Segundo a International Stress Management Association (ISMA-Br), estima que 32% dos trabalhadores brasileiros sofram com esse tipo de stress, e devido a pandemia da COVID-19 esses números registraram um aumento de 47,3% em 2020, acomentendo principalmente profissionais da educação e saúde. Porém, isso se deu pelo fato de existir a necessidade de demonstrar um elevado grau de desempenho, medindo sua autoestima pela capacidade de sucesso e alcançar conquistas, ocasionando uma compulsão que gera um descaso crescente em relação às atividades de cuidado de si, tais como: comer, dormir, sair com os amigos e até mesmo não fazer nada.
Fica claro, portanto, que a situação principalmente no Brasil é incerta e complexa. Por isso, se faz necessário que o Ministério da Saúde juntamente com os psicólogos e psiquiatras, realizem palestras e campanhas nas empresas, alertando os sintomas dessa doença e fazendo com que os empregados busquem acompanhamento médico, a fim de extinguir a Síndrome de Bernout da sociedade. Além disso, é importante que as empresas tenham empatia para com os seus empregados, respeitando seus limites e levantando a importância dos cuidados básicos, como: praticar atividade física, evitar consumo de bebidas alcóolicas e dormir bem. Sendo assim, resultará em um mundo melhor, longe de uma pandemia de ansiedade e esgotamento físico.