Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 10/11/2021

Na época da 1º Revolução Indústrial os trabalhadores que migraram para as fábricas trabalhavam cerca de 14 horas por dia, e através de revoltas, movimentos e manifestações foi conquistado o direito de uma jornada de trabalho mais justa. Em contrapartida, após séculos de luta, por meio da tecnologia, a carga horária aumentada ganhou certa legitimidade e tem afetado a qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros.

Em primeira análise, a vida dos trabalhadores brasileiros fora do âmbito profissional tem sido prejudicada pelo estresse causado pelo trabalho, segundo o G1 (portal de notícias da globo), isso acontece por conta da legitimação do trabalho fora do horário exercido pelas redes sociais e meios eletronicos de comunicação. Com isso, o trabalhador brasileiro tem menos tempo para se desligar do emprego e fica sobrecarregado.

Em segunda análise, a competitividade do mercado e o aumento do desemprego no Brasil durante a pandemia da COVID-19, trouxeram medo aos trabalhadores de perder sua renda e se tornam mais suscetíveis ao que foi imposto “invisívelmente” pelas empresas. Todos esses fatores contriuiram para o aumento de casos de Sindrome de Burnout e transtorno de ansiedade dentro da sociedade brasileira, segundo a matéria do Jornal Estadão.

Destarte,  em combate a esse problema, cabe ao Ministério do Trabalho e Previdência fiscalizar as empresas atráves de pesquisas com trabalhadores remotos das diversas regiões do Brasil, com a finalidade de mapear e implantar protocolos mais rigorosos para o controle do trabalho remoto, como exemplo: sistema de ponto e redes sociais profissionais, isso deve ser aplicado nas empresas que atuam dentro das áreas que apresentam tais índices. Assim como exigir que a Justiça do Trabalho garanta o pagamento de hora extra à esses trabalhadores identificados nas pesquisas. Esse tema deve ser deslegitimado para ser resolvido pois como dito pela escritora Djamila Ribeiro “É necessário nomear as opressões, já que não podemos combater o que não tem nome”.