Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 10/11/2021
O quadro expressionista “O grito”, do pintor noruêgues Edvard Munch, mostra a inquietude, o medo e o desespero refletidos no semblante de um personagem envolto por uma atmosfera desolada. Para além da obra, obsarva-se milhares de indivíduos assolados pelo esgotamento físico e mental na vida profissional, cujo sentimento é semelhante ao ilustrado pelo artista. Por esse ângulo, torna-se crucial analisar as causas desse problema, dentre as quais se destacam a negligência governamenal e a invasão da vida profissional na vida pessoal com a tecnologia.
A princípio é preciso notar que a falta de disposição estatal potencializa a síndrome de Burnout. Observando a inoperância das esferas de poder, pode-se exemplificar as Instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, descrevendo-as como presentes na sociedade, no entanto, sem cumprirem sua função social com eficácia. Sob essa visão, devida à baixa atuação das autoridades, é visto o aumento da síndrome no ambiente trabalhista, chegando a 30% dos brasileiros trabalhadores, de acordo com a International Stress Management Association. Nessa perspectiva, para a completa refutação da teoria de Bauman, faz-se necessário uma intervenção estatal.
Ademais, é igualmente preciso apontar o conflito da vida profissional com a vida pessoal como outro fator que implica para aprimoramento da síndrome. Posto isso, parafraseando a fala do filosofo grego Pitágoras, com tempo e organização, encontra-se a chave de fazer tudo e bem feito, ou seja, separar os dois ambientes - pessoal e trabalhista - é essencial. Logo é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Portanto são necessárias medidas capazes retalhar a síndrome de Burnout. Afim de reduzir o estresse do trabalhador e prevenir futuras doenças, como a depressão, é preciso que o governo - por intremédio do Ministério do Trabaho - crie a sepação por lei do meio trabalhista e do meio pessoal, sem conter influência ou intromissão de ambas partes. Espera-se assim, que os sofrimentos emocionais retratados por Munch delimitem-se apenas ao plano artístico.