Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 24/02/2022

Desacelerando

No Brasil, 33 milhões de brasileiros sofrem com a Síndrome do esgotamento profissional conhecida como Burnout, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). Grande parte do problema está relacionado á falta de limites entre vida pessoal e profissional e a competitividade do mercado de trabalho atual.

A Síndrome de Burnout é caracterizada pela atuação sob pressão no trabalho, seja para superar as expectativas do contratante ou por se passar tempo demais trabalhando. As cargas horárias exaustivas também podem ser fruto da autocobrança, visando ascender economicamente ou aumentar sua produtividade.

Por isso, deve-se deixar o trabalho no escritório, e não misturar o estresse profissional com a calmaria do lar. Saber separar essas duas partes é preciso para evitar a Síndrome, que vem ganhando destaque nos últimos anos.

Mas, como desacelerar quando o provérbio japonês: “Trabalhe enquanto eles dormem, estude enquanto eles se divertem, persista enquanto eles descansam e viva o que eles sonham” é cada vez mais pregado na sociedade? O mercado de trabalho pede cada vez mais por um currículo extenso ainda cedo, e vê-se uma juventude saturada e pressionada pela competitividade profissional.

Com isso, é evidente que a Síndrome de Burnout se tornará mais recorrente, bem como as consequências dela: insônia, esgotamento físico e psicológico e a depressão. A não ser que revertamos esse quadro, com ações partindo de cada um, como o autocuidado (mental, físico, psicológico), definição de limites da vida pessoal e profissional e determinar tempo apenas para trabalho, reconhecendo a importância do descanso. Além disso, campanhas de conscientização partindo do governo sobre o assunto devem ser elaboradas para serem apresentadas àqueles que iniciaram sua fase profissional, e aos já atuantes também.