Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 25/02/2022
Na série “Virgin River”, Hope contrata uma nova funcionária para ajudar seu marido, Doc, que está passando por problemas decorrentes do trabalho excessivo. O serviço demasiado pode gerar a síndrome de Burnout, atingindo o trabalhador mentalmente e fisicamente. O distúrbio ocorre por dois motivos: valorização extrema do trabalho na sociedade e o incentivo da competição e perfeccionismo entre funcionários de certas empresas.
A princípio, vale-se ressaltar os ideais impostos por algumas empresas, como o perfeccionismo, que segundo a Agência Brasil, são grandes causadores da síndrome de Burnout, além da competitividade, usada em quase 30% das empresas, perante o “uol”. Ambos princípios geram a necessidade no funcionário de trabalhar excessivamente, para atingir o esperado pela firma, ou até mesmo se destacar a ponto de subir de cargo. Dessa forma, o trabalhador se dedica demasiadamente, até mesmo fora das suas horas de trabalho, se alienando do mundo exterior, podendo desenvolver a síndrome.
Além disso, é importante considerar a valorização exagerada do trabalho, como causadora do problema. Isso é demonstrado na citação do jornalista Fernando Silva: “que o trabalhador seja mais valorizado que o produto do seu trabalho”. Assim, é perceptível que com a apreciação em excesso do serviço, os funcionários muitas vezes se sentem forçados a trabalhar exaustivamente, já que isso é extremamente imposto na sua sociedade, gerando desgaste físico. Por outro lado, o seu esforço não é apreciado, o que abala seu psicológico.
Diante desse cenário, os trabalhadores, responsáveis por expressar seus direitos, deveriam pressionar as empresas para que ideais que geram a síndrome sejam desmistificados, através de abaixo-assinado, greves e passeatas, com o intuito de prevenir novas vítimas do problema. Além do que, a OMS (Organização Mundial da Saúde), zeladora da saúde de todos os cidadãos, deveria impor sobre os governantes a necessidade de diminuir a valorização extrema do trabalho e aumentar o reconhecimento dos empregados, por meio de reuniões, assembleias e palestras, para evitar transtornos físicos e mentais, e ainda ajudar os trabalhadores que estão começando a desenvolver o distúrbio.