Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 24/03/2022
O cenário atual do mercado de trabalho evidencia uma intensa tentativa de elevar a eficiência das empresas, dada a grande competição entre essas organizações, fato que demanda uma maior produtividade dos funcionários. Tal situação, semelhante ao que ocorria nas companhias do século XIX com a introdução do modelo de produção Taylorista, durante a primeira revolução industrial, gera uma grande pressão sobre os trabalhadores. Esse fato, somado aos rápidos meios de comunicação atuais, podem resultar na síndrome do “Burnout”, impactando os indivíduos, tanto no âmbito físico quanto no psicológico, e a produtividade geral das empresas, evidenciando a necessidade urgente de combate a essa condição por parte das mesmas.
Tal síndrome já é encontrada, de acordo com a International Stress Management Association, em cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros, indicando que um grande contingente profissional apresenta sintomas como insônia, cansaço físico, hipertensão e depressão. Além de desgastar a saúde física e psicológica desses indivíduos, o “Burnout” degrada as relações entre os membros das empresas, fato que provoca complicações comunicativas e tensões no ambiente de trabalho, resultando em prejuízos às corporações.
Como causa dessa condição, destaca-se o intenso incentivo de gestores por uma maior produtividade, demandando cargas horárias mais extensas e pressionando os funcionários, o que pode levar a um estado de esgotamento psicológico em relação ao serviço. Tal fator é agravado pela possibilidade de comunicação instantânea, visto que, caso seja usada indevidamente, os trabalhadores sentir-se-ão sobrecarregados ao receberem demandas fora do serviço, potencializando o desenvolvimento da síndrome em questão.
Dessa forma, visto que o “Burnout” acarreta graves efeitos à saúde dos indivíduos e à competitividade das organizações, é essencial que seus gestores, através de análises psicológicas regulares dos funcionários, tenham profundo conhecimento a respeito da saúde mental deles. Assim, os diretores podem identificar os trabalhadores sobrecarregados e reduzir a pressão aplicada sobre eles, combatendo seu esgotamento psicológico.