Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 17/03/2022

Confúcio, filósofo chinês, diz que “o homem joga sua saúde fora para conseguir dinheiro, depois, usa o dinheiro para reconquistá-la”. Tal afirmação se mostra verdadeira ao se relacionar com a síndrome de Burnout no mundo atual, doença diretamente ligada ao esgotamento do indivíduo associada à vida profissional, já que o número de pessoas afetadas cresce a cada dia. É necessário, portanto, entender o papel da sociedade frente a essa problemática.

Diante desse cenário, é preciso compreender como a sociedade enxerga o trabalho dentro de um contexto capitalista, já que esse sistema valoriza aquele que produz mais e melhor. Tal fato implica em profissionais altamente sobrecarregados, incentivados por suas empresas a entregar resultados, muitas vezes impossíveis, em um prazo de tempo restrito. Além do medo de perder o emprego, muitas pessoas tem o receio de envergonhar seus familiares, perder sua renda e ser excluído de meios que requerem uma situação financeira estável.

Por outro lado, temos a cultura de negação em reconhecer doenças mentais e psicológicas como patologias de fato, o que implica em indivíduos que não reconhecem e nem entendem que precisam de ajuda profissional. Isso faz com que as pessoas afetadas por essa síndrome se sintam culpadas por não estarem bem mental e fisicamente, e por não entregarem os resultados esperados, o que pode acarretar, no longo prazo, depressão, ansiedade e transtornos psiquiátricos graves, entre outros.

Portanto, mudanças são necessárias. Para isso, o governo Federal, através do Ministério da Saúde, deve elaborar uma campanha nacional de esclarecimento acerca do Burnout, além de fornecer um canal de comunicação gratuíto para aqueles que se identificarem com os sintomas e por meio do SUS, nas UBS’s, oferecer tratamento de qualidade. Ademais, o Ministério da Trabalho deve criar um projeto, juntamente com especialistas, que incentive as empresas a melhorar o ambiente de trabalho, fornecendo atividades lúdicas, um local descontraído e acesso a um espaço criado para descompressão. Dessa forma, além de diminuir a carga emocional do funcionário, as empresas teriam, a longo prazo, um aumento de produtividade e um menor afastamento de empregados.