Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 28/03/2022

Em sua música ‘‘Still Sane’’, a cantora neozeolandesa Lorde desabafa: ‘‘Tudo é trabalho e nada é diversão […], são só negócios o dia todo’’. A sensação psicológica de esgotamento em virtude do exercício do trabalho é definida como a síndrome de Burnout, esta sendo uma das principais doenças modernas e presentes no contexto profissional. Tal distúrbio, não somente afeta diversas pessoas em todo o mundo, bem como, configura atualmente uma das principais preocupações da sociedade civil.

De acordo com a International Stress Management Association (ISMA), a síndrome do esgotamento profissional trata-se de um problema cotidiano que refere-se às expectativas de alta performance e produtividade no âmbito profissional, além disso, rotinas exaustivas também contribuem para a deterioração da saúde mental e por extensão, física. Cada vez mais as exigências profissionais têm refletido na privação de tempo ocioso para os trabalhadores e no surgimento de sintomas mais nocivos que ameaçam o equilíbrio do corpo e da mente.

Consequentemente, a falta de balançeamento entre a carreira e a vida pessoal é um dos fatores primários da síndrome de Burnout. Embora exista a constante necessidade de auto-promoção e entrega de resultados daquele o qual está empregado, em contrapartida, a falta de ações auxiliares por parte do empregador que indiretamente promove práticas de trabalho abusivas. Sobre a dinâmica de trabalho mencionada, a terapeuta Stephanie Brasil especula: ‘‘Até que ponto a vida profissional está consumindo a vida pessoal?’’

Portanto, ações de cunho colaborativo devem contribuir para a manutenção de tal problemática. Grandes instituições privadas e públicas devem promover aos seus profissionais a disponibilização ativa de atendimento psicológico, bem como, criar espaços internos que visem períodos de descanso e atividades com propósitos lúdicos, assim contribuindo para uma jornada de trabalho menos sobrecarregada e contando com trabalhadores satisfeitos com a cultura da empresa. Desta maneira, será possível criar uma ponte para evitar que ocorram relações de trabalho insalubres e também movimentar mecanismos de objetivo humanitário, que priorizem ambientes de trabalho eficientes e empáticos.