Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 29/03/2022
No filme “A princesa e o sapo” vemos a realidade da protagonista Tiana, que trabalha até a exaustão, sem tempo para descanso adequado ou para ela mesma, enquanto sonha em sair dessa vida e criar seu próprio negócio. Analogamente, acontece aos brasileiros que sofrem as consequências físicas e psicológicas da Síndrome de Burnout. Assim, é evidente que a falta de autocuidado dos indivíduos e de empatia por parte das empresas são os grandes responsáveis pelo crescente número de casos.
Em primeiro lugar, de acordo com a International Stress Management Association (ISMA), o cenário atual do mercado de trabalho é muito competitivo, causando grande pressão sob os profissionais. Dessa forma, o estresse extrapola e afeta não só no âmbito profissional, mas também a saúde e vida particular do indivíduo. Por conseguinte, fica claro que as empresas precisam abrir espaço para conversar e conscientizar os trabalhadores dos malefícios da Síndrome de Burnout, que nada mais é que o estresse e um esgotamento físico resultante de trabalho desgastante.
Além disso, segundo a Ana Carolina de Souza, sócia do Nêmesis, a tecnologia traz liberdade e grandes benefícios ao dia-a-dia, mas precisa ser usada de forma cuidadosa. Nesse sentido, a tecnologia proporcionando interações, quase instantâneas, 24 horas por dia, causa uma extensão da carga horária mesmo fora do trabalho. Desse modo, exposto a pressão mesmo fora do ambiente de trabalho, não há um equilíbrio ou sequer espaço para autocuidado, levando os trabalhadores à síndrome.
Portanto, como visto o Burnout é doença que apesar de fácil de prevenir, quando acomete o indivíduo causa grandes danos à saúde e ao desempenho profissional. Por isso, é necessário que o Ministério do Trabalho juntamente com as Instituições privadas, disponibilizem projetos de apoio a saúde mental, com a participação de médicos e psicólogos para prevenção e tratamento da síndrome. Finalmente, com a assistência necessária os funcionários poderão ter uma melhor qualidade de vida e desempenho, diferente da protagonista de “A princesa e o sapo”.