Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 03/04/2022

A Organização Mundial da Saude(OMS), no início de 2022, classificou a Sindrome de Burnout como estresse crônico de trabalho e passou a integrá-la na Classificação Internacional de Doencas, o CID. Em resumo, é uma doença relacionada à vida profissional e que, devido ao excesso de trabalho, faz com que o empregado tenha sentimentos de fracasso e inseguranca, por outro lado, faz com que a empresa tenha prejuizos com licenças médicas entre outros. Desta maneira, faz-se necessário uma comunicação entre as partes para que haja harmonia.

De acordo com o OMS, 30% da população brasileira tem a sindrome de Burnout e o interessante é que as tecnologias colaboram para o aumento da doença, porque a forma com que as informações chegam hoje: e-mail, whatssap, télegram, telefone, enfim, faz com que haja uma sobrecarga diária na vida da pessoa por causa da tecnologia, ligado a velocidade das coisas, não dá para dar contas de todo serviço. e também, as redes sociais que exige horas de atenção e faz com a pessoa passe o dia em função das tecnologias. No fim do dia parece que trabalhou 24 horas.

Da mesma maneira, a Sindrome de Burnout prejudica a empresa, pois a doença faz com que os funcionários tirem licenças médicas, ou faltem ao trabalho por conta dos sintomas da doença. Segundo a OMS, no Brasil, foram mais de 75 mil afastamento do trabalho por conta da depressão, outro fato que merece atenção é que a Síndrome de Burnout sendor considerada uma doença ocupacional, gera direitos, então, um funcionário afastado, no seu retorno, tem garantia de estabilidade no emprego por 12 meses e isso trará, certamente, impactos econômicos para a empresa.

Em conclusão, pode-se dizer que a empresa sairá mais prejudicada, pois o afastamento gera gastos e não interessa ter um funcionário doente. Portanto, deve partir dela a ação de melhorias no ambiente de trabalho de seus funcionários. Por isso, um programa de apoio psicológico mensal para os funcionários seria a intervenção necessária e vai de acordo com a pesquisa realizada na Universidade da Califórnia que mostrou que um trabalhador feliz é, em média, 31% mais produtivos, três vezes mais criativo e vende 37% a mais. Um psicólogo do trabalho seria capaz de ajudar os funcionários a se prepararem para assumirem novos desafios e alavancarem as metas da empresa e com isso, certamente, haverá harmonia entre as partes.