Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 04/10/2022

A teoria da evolução do biologo Charles Darwin afirma que as espécies que sobrevivem a passagem do tempo são aquelas que evoluem se adaptando as características do meio em que estão inseridas. Do mesmo modo, para que a espécie humana continue sobrevivendo a passagem do tempo é necessário que ocorra uma evolução de pensamento acerca da problemática da síndrome de Burnout, causada pela obsolecência programada do sistema econômico atual aliada a liberade trazida pelo mercado digital.

Nesse contexto, é importante ressaltar à obsolecência programada sendo o núcleo do sistema capitalista atual. Analogamente, a teoria da obsolecência programada do economista Bernad London, em que todo produto deve ter data de validade, para que por meio da rotação de tais produtos à indústria continue crescendo. Nesse sentido, os produtos que a sociedade consome estão sendo desenvolvidos com uma durabilidade cada vez menor. Com isso, as pessoas são obrigadas a trabalhar mais para companhar a inovação constante do sistema capitalista atual.

Além disso, a revolução digital trouxe uma proximidade entre a pessoa e o trabalho. Nessa lógica, a delimitação entre horário de trabalho e descanso e lazer foi excluida em troca de um melhor desempenho no trabalho. De maneira analoga, o livro Sociedade do Cansaço teoriza, no qual o pensamento ilimitado trazido pelo excesso de iniciativa e motivação gera uma sociedade obsecada pelo desenvolvimento profissional. Desse modo, o percentual de pessoas com esgotamento físico e mental aumenta diariamente.

Em síntese, para que a espécie humana contiue evoluindo de acordo ao conceito de Darwin, é mister que o Ministério da Cultura por meio de propagandas nas mídias sociais incentive as pessoas a tirar um tempo para o cuidado da saúde mental, ensinando práticas de atividades físicas, meditação e etc. Sendo assim, a síndrome de burnout será um problema passado da história brasileira.