Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 06/11/2022
A declaração universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito entre os povos de uma mesma nação. No entanto, cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário, quanto à questão do esgotamento físico e mental ligado à vida profissional. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos especificos, em virtude da jornada excessiva de trabalho e do acumulo de funções.
Convém ressaltar, a princípio, que a jornada excessiva de trabalho é um fator determinante para a persistência do problema. Conforme Aristóteles, a politica tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade. Contrariamente, no Brasil, o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional não encontra respaldo político necessário para ser solucionado, o que dificulta o desenlace do problema.
Outrossim, o acúmulo de funções também configura-se como um entrave no que tange à questão da síndrome de burnout. Nesse sentido, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que um problema como o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional seja resolvido, faz-se necessário debater sobre. No entanto, percebe-se uma lacuna no que se refere a essa questão, que ainda é muito silenciada. Assim, trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nele.
Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas capazes de assegurar a resolução do problema. Para esse fim, é necessário que o Ministerio da Justiça e o Ministerio da Saúde, juntos, realizem ações de punição e de atendimento psicológico aos agressores e às vítimas. Enquanto este se daria em postos de saúde, por meio de um profissional especializado em tratamento pós-trauma, aquele aconteceria por meio da agilização dos processos já abertos, a fim de garantir que o cenário de impunidade seja modificado. Além disso, é necessário que as escolas, em parceria com empresas privadas, incentivem a discussão no ambiente escolar sobre a jornada excessiva de trabalho, divulgando à comunidade o trabalho elaborado. A partir dessas ações, espera-se contruir um Brasil melhor.