Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 02/11/2022

Segundo o filósofo Platão, a qualidade de vida é tão relevante quanto o viver em si. Todavia, percebe-se que, no Brasil, essa ideia está distante de ser cumprida, pois, de maneira inaceitável, o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional é gritante, afastando a sociedade de atingir o bem-estar. Dessa forma, fica claro que a priorização dos interesses pessoais, bem como o descaso governamental são alguns dos percussores da problemática.

Em vista disso, a falta de empatia é um fator preponderante para a persistência do problema. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer afirma que o ser humano é modelado por 3 ações: compaixão, maldade e egoísmo. Desse modo, é evidente que os jogos de interesses pessoais levam o homem a agir de forma perversa, a exemplo da competitividade desumana entre os funcionários por produtividade, o que resulta na Síndrome de Bournout, sendo um irrespeito descomunal e abranda o desenvolvimento coletivo. Sob essa análise, com base no artigo 6 da Constituição Federal, a qual traz a saúde como direito da comunidade, é imprescindível o aumento do sentimento de empatia.

Ademais, o tratamento pífio do Estado é um obstáculo para a resolução da problemática. Nessa perspectiva, conforme o filósofo Durkheim, em seu conceito de “Homeostase”, a sociedade é como um corpo biológico e necessita que todas as partes estejam bem, para o funcionamento íntegro do órgão. Contudo, no Brasil, é nítida ausência desse axioma, uma vez que, lamentavelmente, uma grande parcela do tecido social atinge seu esgotamento físico e mental devido o trabalho. Nesse viés, para serem resolvidos os problemas dentro desse contexto, faz-se necessário dar visibilidade a esse problema.

Logo, cabe ao Ministério da Saúde – visto que ele é o responsável por estabelecer ações e diretrizes salutares – promover palestras, debates e mesas redondas, por meio da mídia -como rádio, internet e tv, com auxílio de professores, médicos, pedagogos, psicólogos e psicopedagogos, sobre a síndrome de Bournot, a fim de evitar o esgotamento físico e mental ligado ao trabalho. Tais ações promoverão, certamente, uma sociedade mais empática e que atinge o bem-estar como afirma o filósofo Platão.