Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 04/11/2022

Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social se ausenta de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, tendo em vista que a síndrome de burnout ainda persiste na sociedade brasileira. Esse cenário antagônico é fruto tanto da ausência estatal quanto do silenciamento.

Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a síndrome de burnout deriva da baixa atuação dos setores governamentais. Segundo Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido a falta de atuação das autoridades na saúde pública, o Brasil se encontra com um alto índice de pessoas com síndrome de burnout. Segundo a OMS, no Brasil aproximadamente mais de 30 milhões de pessoas sofrem da síndrome de burnout, isso se deve pelo fato de não haver políticas públicas que informem sobre a gravidade e a importância dessa doença para a população. Desse modo, faz-se mister reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar o silenciamento como promotor do problema. De acordo com Djamila Ribeiro " É preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas." Partindo desse pressuposto, a síndrome de burnout sendo silenciada acaba por prejudicar o reconhecimento das pessoas que têm essa doença, o que dificulta no diagnóstico e na cura da síndrome de burnout. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o silenciamento contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da doença na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a síndrome de burnout necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da saúde juntamente com a mídia, deverão criar campanhas publicitárias sobre a síndrome de burnout que através dessa divulgação informaram a população sobre a doença, o que alcançará mais pessoas, desse modo a síndrome de burnout não será mais silenciada.