Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 20/03/2023
Inúmeras vezes um brasileiro já ouviu a frase “trabalhe enquanto eles dormem”. A setença, a qual invadiu as redes sociais nos últimos anos, desperta uma importante preocupação acerca da sociedade brasileira, o trabalho execessivo e que resulta em graves problemas como a Síndrome de Burnout. De nome difícil, a síndrome está relacionada ao esgotamento físico e psiquico que o execesso de trabalho pode provocar. No Brasil, a cobrança aos trabalhadores por parte dos gestores e da população em geral, aliada a baixa remuneração que recebem, são fatores que contribuem para o aumento do número de casos de Burnout.
No ano de 2020, durante a pandemia de corona vírus, os olhares da população se voltaram para os profissionais de saúde. Diante da situação de calamidade mundial, técnicos de enfermagem, enfermeiros e médicos tornaram público as péssimas condições de trabalho as quais eram expostos. As exigências excessivas, somadas as expectativais irreias colocadas nesses profissionais, contribuiram para o aumento do número de casos de Burnout por esse grupo. Além disso, salários atrasados e má remuneração faziam parte das pautas de reclamações desses trabalhadores.
Todavia, esses profssionais não são os únicos que sofrem com a Síndrome de Burnout. De acordo com dados divulgados pelo IBGE, os profissionais da área da educação também são constantemente afetados pela síndrome. A pressão diária que professores sofrem por parte de seus gestores, alunos e responsáveis de alunos acarretam o esgotamento físico e mental da categoria. A esse problema, se inclui a necessidade de trabalhar em diferentes escolas com carga horária de trabalho que chega a sessenta horas semanais, em razão dá baixa remuneração que recebem.
Diante desse cenário, o acompanhemento psicológico se torna fundamental aos diferentes profissionais. Consultas semanais com psicólogo podem contribuir para que não se desevolva a Síndrome de Burnout por quem a não tem e são importantes no tratamento para quem já a possui. Dessa forma, o Ministério do trabalho, deve propor um projeto de lei que torne obrigatório o acompanhemento psicológico aos contratados por parte dos contratantes.