Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 18/04/2024
Conforme o psicólogo americano Herbert Freudenberg a síndrome de Burnout é caracterizada por um exagerado esgotamento físico, emocional e mental intimamente relacionado ao ambiente e às atividades de trabalho. Com efeito, nos últimos anos temos visto um aumento expressivo no número de casos em todo o mundo, o que recentemente levou a OMS a reconhecer esta síndrome como uma doença do trabalho. Logo é necessária uma especial atenção por parte dos trabalhadores, dos empregadores e também das instituições públicas para fazer frente à esse problema.
A princípio, os próprios trabalhadores precisam conscientizar-se da maneira como lidam com as suas situações laborais para conseguirem reconhecer o excesso de autocobrança e as pressões indevidas ou abusivas, com o intuito de evitar que essas situações se desenvolvam no ambiente laboral.
Ademais, o avanço da síndrome de esgotamento profissional corrói a produtividade das empresas através da queda de produtividade dos empregados e do aumento das taxas de absenteísmo. Diante disso, é também do interesse do empregador, direcionar esforços em capacitação para prevenir o surgimento ou a continuidade de ambientes profissionais tóxicos ao bem-estar físico e psicológico dos colaboradores.
Por fim, as instituições públicas podem fornecer valioso apoio aos profissionais acometidos pela síndrome de Burnout através do fomento a eventos de conscientização, tanto dos empregadores quanto dos empregados, e da disponibilização de canais de atendimento para apoio jurídico e psicológico aos necessitados. Dessa forma, os trabalhadores teriam melhores condições de enfrentar e evitar essa grave condição de saúde profissional e toda a sociedade colheria os frutos, haja vista que resultaria em maior produtividade das organizações, maior economia com tratamentos de saúde e, finalmente, maior satisfação e qualidade de vida no ambiente de trabalho.