Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 17/10/2024

De acordo com Aristóteles, “A base da sociedade é a justiça”. Entretanto, o contexto do Brasil contraria-o, uma vez que o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional mostra-se presente como uma questão de mal-estar, o que desestrutura a base da sociedade brasileira. Sob esse viés, é preciso combater esse panorama de desequilíbrio social, que é influenciado em virtude da omissão estatal e do silenciamento social.

A priori, é imperioso destacar que a inércia governamental é um fator determinante para a problemática. Nesse sentido, John Locke, entendia que a população deveria confiar no Estado, que, por sua vez garantia direitos aos indivíduos. Todavia, as autoridades são incapazes de praticar a ideologia de Locke, já que a síndrome de burnout não é tradada com a devida importância no dia a dia. Nesse contexto, a ausência da prioridade estatal se justifica a partir da carência de políticas públicas que priorizem a saúde física e mental da população, como a ausência do auxílio hospitalar diário no ambiente de trabalho e a falta de informações de dados, pesquisas e estudos sobre a síndrome, o que demonstra a negligência do governo em prover esse hábito à sociedade. Desse modo, enquanto a omissão for a regra, a inclusão será a exceção.

Ademais, a indiferença social ratifica a preocupante situação mencionada. Dessa maneira, os cientistas do podcast “Conexão Ufrj” afirmam que existe um apagamento crônico das minorias, que são tornadas irrelevantes no cotidiano. Nesse viés, as pessoas que sofrem com a síndrome de esgotamento profissional, são afetadas por tal indiferença denunciada, haja vista a carência de debates públicos, o que gera inúmeras consequências, a exemplo da exclusão social ocorrente e o aumento da pressão emocional, o que contribui diretamente com a doença. Assim, enquanto a impunidade continar, a problemática perdurará.

Portanto, é urgente que o Ministério do Trabalho articule os indíviduos a criarem uma relação de empatia em relação a síndrome de burnout, além de organizar um melhor ambiente de trabalho para as pessoas, por meio de projetos socias com especilistas no assunto, com a finalidade de promover o bem-estar na sociedade. Com isso, o conceito defendido por Locke, será, em breve, realidade.