Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 02/09/2020

O documentário “A 13ª Emenda” aborda a criminalização da comunidade negra e sua relação com o sistema prisional dos Estados Unidos, o país com a maior população carcerária do mundo. O Brasil não está tão distante, ocupando a 4ª posição. O sistema carcerário brasileiro enfrenta uma crise de superlotação, que junto com outros fatores agrava as condições de vida dos detentos.

O número de presos no país tem aumentado cada vez mais nos últimos anos e já ultrapassa 600 mil detidos, sendo o tráfico de drogas o principal motivo das prisões. A superlotação das cadeias é resultado, em parte, pela espera das condenações. Cerca de 40% dos encarcerados esperam pelo julgamento, uma consequência da falta de defensores públicos e demora das audiências.

Com mais pessoas do que a capacidade suportada e com a precária infraestrutura das penitenciárias, as condições de vida dos detentos pioram. A péssima higiene desses espaços contribui para o aumento de doenças infectocontagiosas, como a tuberculose e a AIDS, que se proliferam entre os presos. O local que deveria manter o bem-estar dos detidos enquanto os reabilita para o convívio em sociedade, acaba sendo prejudicial.

Portanto, percebe-se que o sistema carcerário do Brasil é problemático, com uma crise de superlotação que afeta grandemente aqueles que estão presos. Assim, é necessário que o Poder Judiciário tome medidas para agilizar os julgamentos, com o incremento de funcionários e a aplicação de penas alternativas, como o regime semiaberto, com o objetivo de reduzir o número de presidiários. Também é preciso que o Governo Federal invista na infraestrutura das penitenciárias, melhorando as condições de higiene, a fim de cumprir o seu papel para manter o bem-estar dos encarcerados.