Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 02/09/2020
O brasil é o terceiro país do mundo com o maior número de pessoas presas, em dezembro de 2014, por exemplo, a população carcerária do Brasil era de mais ou menos 622 mil pessoas, já em junho de 2016 tinha mais de 726 mil prisioneiros. O custo de cada presidiário para o estado é em torno de 1.500 reais e como não tem verba pra tanta gente, as famílias dos presos que precisam assumir todos os custos de alimentação e vestuário dos detentos. Por causa dessa superlotação das prisões as facções criminosas se apropriam da organização das prisões e disputam as cadeias.
Além da superlotação, em 2017 o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, falou da diferença das penas para diferentes crimes e comparou uma pessoa que rouba um botijão de gás, onde não teve violência nenhuma com um assalto a um carro-forte, com uso de armas e violência. Um fica preso por 10 meses e o outro por 5 meses, no fim delinquentes mais perigosos, a alta criminalidade, fica preso por pouquíssimo tempo.
No país, muitas pessoas, normalmente pobres, estão presos e muitas vezes injustamente ou por um tempo muito maior do que realmente merece. Quando outra pessoa, que fez coisas horríveis fica presa por um tempo muito curto só por ser de classe média alta e ter dinheiro para comprar sua liberdade.
A solução para o problema da superlotação nas prisões do Brasil, seria ter mais justiça quanto a pena de cada crime. Se a pena para crimes pequenos fosse menor do que é hoje em dia, as prisões não estariam tão lotadas por tanto tempo.