Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 29/09/2020

A criminalidade no Brasil é um problema maior do que se imagina, porém é necessário analisar o que leva a essa situação. O que muitos não percebem é que o sistema carcerário brasileiro é de certa forma falho. Desde a criminalização do menor de idade nas periferias à ressocialização do preso, nada do sistema funciona da forma que devia.

Principalmente nas favelas, o crime é inserido na vida das crianças muito cedo, devido ao tráfico, onde geralmente essas crianças começam trabalhando como “aviãozinho” entregando drogas. Isso se deve à falta de escolaridade nas zonas mais pobres, portanto falta de perspectiva de vida, deixando como única opção aos menores de idade o crime. Esse fato reflete na taxa dos perfis das pessoas presas no país, onde a maioria é negra, com pouca escolaridade, e de 18 a 24 anos, devido ao fato de que essas crianças continuam no tráfico até a maioridade, onde já podem ser presas. Também deve ser citado que a maioria das pessoas presas no Brasil é por tráfico.

O governo espera que o sistema carcerário eduque os presos para que não mais cometam crimes, mas dentro nas penitenciarias, os detentos são tratados de forma desumana. Além disso ao ser inserido novamente na sociedade, o ex detento não recebe auxílio algum, não conseguindo entrar no mercado de trabalho por conta da falta de experiência e pelo preconceito, fazendo com que o indivíduo seja praticamente obrigado a voltar para a vida criminosa.

Levando em consideração o que foi dito, para se resolver esse problema do sistema carcerário brasileiro, é necessário primeiro um investimento em educação e esportes nas favelas e zonas mais pobres do país. Parafraseando um verso da música “Tô ouvindo alguém me chamar”, é muito comum ver inteligência e personalidade mofando atrás das grades, por falta de oportunidade.

Além disso, dentro das penitenciárias, os presos devem ser tratados de uma forma mais humana, com alimentação básica e sem violência policial. Dentro das prisões, os detentos devem estudar e trabalhar, para serem inseridos de volta na sociedade com plenas condições de entrarem para o mercado de trabalho, assim criando uma oportunidade de sair da vida do crime.