Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 08/10/2020
Bandido bom é bandido morto. Essa frase é a explicação de porquê o Brasil tem a 4° maior população carcerária do mundo, pois, tal pensamento é visto entre os brasileiros como uma forma milagrosa de resolver a atual situação precária das prisões do país. O que na verdade, requer uma solução muito mais complexa, já que, envolve a superlotação das cadeias e o insuficiente investimento do governo, ambos que acarretam em um problema ainda maior, o altíssimo índice de reincidência dos prisioneiros, com isso, vê-se a urgência de atenção governamental para a causa.
Em primeiro plano, é importante atentar para a política de tolerância zero ao narcotráfico no país, por ser a principal razão de prisões em todo o território, essa que diz não importar a quantidade de droga carregada, se ela estiver sendo de alguma maneira comercializada o indivíduo poderá pegar de 10 à 12 anos de prisão. Em consequência desta rigidez, 40% dos prisioneiros encontram-se atrás das grades por envolvimento com drogas, segundo o site do G1. Logo, conclui-se que essa lei deve ser flexibilizada, apenas o suficiente, para que prisões injustas não encham os cárceres brasileiros.
Além disso, tem-se a revoltante situação em os presos são colocados dentro desses ambientes, onde muitas vezes nem a comida necessária lhes é fornecida e muito menos amparos imprescindíveis para a reintrodução deste na sociedade. Ao contrário do que se vê em um episódio do documentário “Por dentro das prisões mais severas do mundo” que se passa em uma cidade da América Central, onde a prisão oferece empregos aos prisioneiros, o que os forma para o mercado de trabalho e ainda os ajuda na redução da sua pena, atitude essa que salvou o sistema carcerário do país.
Sendo assim, fica evidente que os problemas são inúmeros e as soluções são poucas. Por isso, cabe ao Ministério da Justiça e da Segurança Pública, que por meio de acordos com o Governo Federal, possa garantir aos cidadãos brasileiros que foram presos o mínimo de auxílio. Para isso, necessita-se da privatização de cadeias brasileiras, fazendo acordos com grandes empresas interessadas, porém, que assinem um acordo Federal de garantia de proteção aos prisioneiros e sejam constantemente fiscalizadas pelo próprio Ministério. E que com isso, o país possa sair da criminalidade e dar aos presos o que lhes é de direito, uma boa condição enquanto se recuperam para voltarem à liberdade.