Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 07/10/2020
No filme “O poço” uma plataforma vertical desce com comida suficiente para todos os prisioneiros de todos os níveis, entretanto, existem aqueles que querem racionar a comida e outros que comem tudo descontroladamente deixando chegar no último somente o lixo. Fora das telas não é diferente, a política prisional brasileira é similar a uma obra cinematográfica de terror em que o espaço para a sobrevivência é limitado e a educação é escassa.
Em primeiro lugar, a superlotação das prisões é um dos problemas enfrentados pelo sistema carcerário. De acordo com o conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público 40% dos detentos são provisórios, um dos fatores que representa o motivo dessa porcentagem é a falta de assistência jurídica para essas vítimas.
Outrossim, a falta de ensino é um obstáculo para o funcionamento pleno da ressocialização dos presidiários. Já dizia Pitágoras “educai as crianças e não será preciso punir os homens”, porém, falhando nesse princípio faz se necessário uma nova metodologia de socialização. A ausência de capacitação de agentes penitenciários e a maior preocupação com o passado do que com o futuro dos homens presos dificulta o tratamento deles na cadeia.
Então, medidas precisam ser tomadas para que a quantidade de vagas nas cadeias não sejam ultrapassadas e a reeducação dos condenados sejam bem sucedidas. O Ministério da Justiça deve priorizar os processos criminais para acelerar o julgamento e diminuir o número de sujeitos na casa de detenção. Também, precisa de mais criteriosidade na seleção da polícia penal. Além disso, o MEC têm que realizar palestras que conscientizam os alunos de que os estudos oferecem um futuro melhor e assisti-los durante esse desempenho, para que muitos possam ser poupados da criminalidade. Só assim haverá uma sociedade diferente da trama “do poço”.