Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 28/10/2020

Na série “Um Maluco no Pedaço”, há a retratação, em um dos episódios, da prisão de dois jovens sem julgamento. Infelizmente, a narrativa não destoa da realidade brasileira, na qual não só o sistema carcerário, mas principalmente ele, tem sofrido grandes problemas, como superlotação, falta de agentes penitenciários e prisões sem julgamentos prévios, causados pela alta taxa de criminalidade, que gera petições para um maior número de prisões no país.

Em primeira análise, é evidente fato de que, na atualidade, não se preocupar com o bem-estar dos civis é algo que traz lucro aos malfeitores. De maneira análoga, segundo Karl Marx, a economia é a base da infraestrutura. Nesse sentido, os valores morais são perdidos, agravando na irresponsabilidade por parte dos criminosos para com os cidadãos, que acabam prejudicando a população para ganhar lucros, acarretando no clamor do público para que o número de prisões aumente e na precarização da ressocialização dos presos.

Ademais, devido as constantes prisões e ainda sem julgamentos prévios, as cadeias vêm sofrendo prejuízos. Desse modo, segundo Michel Foucault, o poder articula-se em uma linguagem que cria mecanismos de controle e coerção, os quais aumentam a subordinação. Nesse viés, presos necessitam se subordinar a ter que viver em cárceres superlotados, com más condições e com a falta de agentes penitenciários, gerando rebeliões e altos índices de mortes nos presídios.

Portanto, urge que medidas sejam tomadas com o intuito de se atenuar o problema discorrido. Ao Estado, é de extrema importância que tome atitudes contra as prisões sem julgamentos e, consequentemente, em oposição às precarizações dos cárceres, por meio de um projeto de leis mais dinâmicas. Sendo assim, não podendo haver mais a falta de agentes penitenciários e de cadeias lotadas, com a finalidade de frear os problemas do sistema carcerário brasileiro, assim como é retratado na série: “Um Maluco no Pedaço”.