Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 03/11/2020

No fim de 1992, o Brasil vivenciou a pior chacina ocorrida no sistema carcerário. A partir dessa atrocidade foi questionada qual é realmente a função de um presídio, o que deveria ser um espaço de reabilitação estava virando uma zona de guerra. Também deve ser pontuado as chacinas ocorridas em Roraima e Amazonas evidenciam a atual crise do sistema, além dessas chacinas ocorridas o país sofre também com superlotação de mais de 100% das celas dos presídios. Grande parte da população carcerária espera meses até anos sem uma sentença, gerando assim uma injustiça que leva a ex-presidiários a voltarem para o mundo do crime.

É de suma importância ressaltar que o sistema carcerário fere, sem dúvidas, a dignidade humana. O mesmo reflete a realidade econômica injusta do país, onde os que vivem nas periferias são jogadas a mercê da sociedade. Isso não justifica o cometimento de crimes, mas prova que o Sistema é o total culpado pela atual condição das prisões e do próprio Brasil.

A taxa de criminalidade só vem crescendo nos últimos 30 anos, segundo o ministério da justiça são cerca de 600 mil presos, e o número de carteiras assinadas diminuindo muito rápido mais de 1 milhão por ano. A falta de recursos para uma vida digna é o principal fator para as pessoas largaram a honestidade e irem para a criminalidade.

É evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas a fim de resolver esse impasse. O governo federal deve investir na extensão e criação de novos presídios, como intuito de solucionar a superlotação. Equipes médicas devem ser disponibilizadas visto que a saúde é um direito universal. O estado deve promover incentivos para a diminuição de crimes criando incentivos fiscais a quem não descumprir regras visto que seria mais barato do que manter um preso na cadeia.